sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Rabino é que está certo

Um padre, um pastor e um rabino estão passeando no campo num dia excepcionalmente quente. Eles vêem um lago e não resistem à tentação de dar uma nadada. Como não trouxeram roupa de banho, e não há ninguém por perto, eles se banham pelados mesmo. Depois, eles saem da água para se secar ao sol.
De repente aparece um grupo de senhoras. Sem tempo para correr e pegar as roupas, o pastor e o padre cobrem suas partes pudendas com um chapéu, enquanto que o rabino cobre a cara.
Depois que o grupo de mulheres se foi o padre pergunta ao rabino:
- Por que você cobriu o rosto em vez dos genitais?
E o rabino responde:
- Eu não sei quanto a vocês, mas na sinagoga as pessoas me reconhecem é pelo rosto.
colaboração Nabil Mansour

Pensamentos

- "Um banqueiro é um senhor que te empresta um guarda-chuva quando o sol brilha, mas que o quer de volta mal comece a chover" (Mark Twain);
- "O capital tem horror à ausência de lucro. Quando fareja um benefício, o capital torna-se ousado. A 20% fica entusiasmado. A 50% é temerário. A 100% enlouquece à luz de todas as leis humanas. A 300% não recua diante de nenhum crime."
(Karl Marx - O Capital)
- "Os bancos são mais perigosos para as liberdades do que os exércitos. Se o povo lhes der o controle da sua moeda, será privado de tudo. Até os seus filhos acordarem sem-abrigo."
(Thomas Jefferson - Presidente dos EUA, 1802)
- "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
(Karl Marx, Das Kapital, 1867).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Painel de Mosaicos de Portinari



Igreja do Sagrado Coração de Jesus na PUC Rio
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-RJ

O Mosaico, medindo 4,5m x 3,70m, é baseado na pintura original a óleo Jesus entre os Doutores que mede 60cm x 72 cm, datada de 1957, de autoria de Candido Portinari, (1903-1962) pertencente ao acervo do Banco Itaú que patrocinou a instalação. A cena representa uma criança, Jesus menino, com toda a sua sabedoria, e os doutores curvados, ouvindo a lição. Portinari pintou o quadro pensando em transformá-lo em mosaico.

A idéia de instalação, na parede de entrada do templo da PUC-Rio, partiu de seu filho João Candido diretor do Projeto Portinari, que possui laços fraternais com a instituição católica. A montagem, transposição da escala, ficou por conta da empresa Oficina de Mosaico, localizada em São Paulo-SP de propriedade da arquiteta Isabel Ruas. As pedras, teselas, aplicadas no painel vieram de Veneza, na Itália, e foram, quando pré-montadas, fixadas sobre uma tela de aço visando sua conservação futura.

A Igreja terminou de ser construída em dezembro de 2003. Em seu interior há outras obras de arte: Via Sacra, de autoria do pintor Carlos Oswald, e três imagens esculpidas pela artista plástica Mazeredo, que representam Santo Inácio de Loyola, o Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora. Futuramente outros trabalhos, baseados em originais de Portinari, irão decorar o local na forma de vitrais. São eles os quadros A Última Ceia, de 1950, e O Batismo de Jesus, de 1952.



Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Um pouco sobre Azulejos


O termo azulejo designa uma peça de cerâmica de pouca espessura, geralmente, quadrada, em que uma das faces é vidrada, resultado da cozedura de um revestimento geralmente denominado como esmalte, que se torna impermeável e brilhante. Esta face pode ser monocromática ou policromática, lisa ou em relevo. O azulejo é geralmente usado em grande número como elemento associado à arquitetura em revestimento de superfícies interiores ou exteriores ou como elemento decorativo isolado.


Os temas oscilam entre os relatos de episódios históricos, cenas mitológicas, iconografia religiosas e uma extensa gama de elementos decorativos (geométricos, vegetalistas etc) aplicados a paredes, pavimentos e tetos de palácios, jardins, edifícios religiosos (igrejas, conventos), de habitação e públicos.



Com diferentes características entre si, este material tornou-se um elemento de construção divulgado em diferentes países, assumindo-se em Portugal como um importante suporte para a expressão.



O azulejo constitui, pois, uma das expressões mais populares e mais requintadas da arte que se faz em Portugal, representando ele muitas vezes a história e a cultura de um povo ou mesmo da gente de uma simples cidade.






Abaixo, alguns dos inúmeros painéis de azulejos tanto na Estação de "Caminho de Ferro" como em outros pontos da Cidade de Aveiro


























































































































































Veja muito mais sobre azulejos no site http://pt.wikipedia.org/wiki/Azulejo

Sobrenomes judaicos

Sobrenomes judaicos - você sabia de que raízes se originam?

Por que me chamo Moisés? Por que levo o nome do meu bisavô, que morreu antes de eu nascer? Os judeus ashkenazim (ocidentais) dão a seus filhos os nomes dos ascendentes falecidos. Isso tem a ver com a crença no restabelecimento da alma e com a honra e recordação do morto. Se pudesse seguir sua árvore genealógica, alguém que se chame Moisés encontraria tataravôs chamados Moisés a cada três gerações.

Os judeus sefaradim (orientais) dão a seus filhos o nome dos avós, que geralmente estão vivos. Assim, numa árvore genealógica sefaradí vão encontrar o mesmo nome uma geração em média. Se alguém ler a história da Espanha não saberá às vezes quem morreu, e quem continua vivo. Será o avô, ou o neto? Outras vezes encontram o filho com o mesmo nome que o pai, mas é um costume cristão que se encontra entre os judeus sefaradim depois que deixaram a Espanha, por causa da inquisição.

Diferentemente dos aristocratas e das pessoas ricas, os judeus não tinham sobrenomes na Europa Oriental até os anos napoleônicos, nos princípios do século 19. A maior parte dos judeus dos países conquistados por Napoleão, Rússia, Polônia, e Alemanha receberam a determinação de adotar sobrenomes para cobrança de impostos. Após a derrota de Napoleão, muitos judeus retiraram estes nomes e voltaram ao "filho de", surgindo então nomes como: Mendelsohn, Jacobson, Levinson, etc.

Durante a chamada Emancipação, os judeus mais uma vez receberam a ordem de adotar sobrenomes. Na Áustria e na Galícia, o imperador José fez os judeus tomar sobrenomes em 1788. As "listas de sobrenomes" do Império Austro-Húngaro, em geral, usavam palavras em alemão, muito parecidas com iídiche. A Polônia ordenou os sobrenomes em 1821 e a Rússia em 1844. É provável que algumas das famílias judias já tivessem recebido seus sobrenomes nos últimos 175 anos ou menos.

Na França e nos países anglo-saxônicos os sobrenomes voltaram no século 16. Também os judeus sefaradim recuperaram seus sobrenomes após longos séculos. A Espanha antes de Fernando e Isabel foi uma época de ouro para os judeus. Eles foram expulsos por Isabel no mesmo ano em que Colombo partiu para a América. Os primeiros judeus americanos eram sefaradim.

Significado dos sobrenomes

Há dezenas de milhares de sobrenomes judeus utilizando a combinação das cores, dos elementos da natureza, dos ofícios, cidades e características físicas.

Um pequeno exercício é perguntar: Quantos sobrenomes judaicos podemos reconhecer com a raiz das seguintes palavras?Cores: Roit, Roth (vermelho); Grun, Grin (verde); Wais, Weis, Weiss (branco); Schwartz, Swarty (escuro, negro); Gelb, Gel (amarelo).

Panoramas: Berg (montanha); Tal, Thal (vale); Wasser (água); Feld (campo); Stein (pedra); Stern (estrela); Hamburguer (morador da vila).Metais, pedras preciosas, mercadorias: Gold (ouro), Silver (prata), Kupfer (cobre), Eisen (ferro), Diamant, Diamante (diamante), Rubin (rubi), Perl (pérola), Glass, (vidro), Wein (vinho).Vegetação: Baum, Boim (árvore); Blat (folha); Blum (flor); Rose (rosa); Holz (Madeira). Características físicas: Shein, Shen (bonito); Hoch (alto); Lang (comprido); Gross, Grois (grande), Klein (pequeno), Kurtz (curto); Adam (homem).

Ofícios: Beker (padeiro); Schneider (alfaiate); Schreiber (escriturário); Singer (cantor). Holtzkocker (cortador de madeira), Geltschimidt (ourives), Kreigsman, Krigsman, Krieger, Kriger (guerreiro, soldado), Eisener (ferreiro), Fischer (peixeiro, pescador), Gleizer (vidreiro).Utilizaram-se as palavras de forma simples, combinadas e com a agregação de sílabas como son, filho; man, homem; er: que designa lugar, agregando-se preferencialmente após o final do nome da cidade. Em muitos países adaptaram-se as terminações dos sobrenomes ao uso do idioma do país como o sufixo "ski", "sky" ou "ska" para o caso de mulher, "as", "iak", "shvili" , "wicz" ou "vich". Então, com a mesma raiz, temos por exemplo: Gold, que deriva em Goldman, Goldrossen, Goldanski, Goldanska, Goldas, Goldiak, Goldwicz, etc. A terminação indica que idioma falava-se no país de onde é o sobrenome.

Sobrenomes espanhóis: Entre os sobrenomes judaicos espanhóis é fácil reconhecer ofícios, designados em árabe, ou em hebraico, como: Amzalag (joalheiro); Saban (saboneiro); Nagar (carpinteiro); Haddad (ferreiro); Hakim (médico).

Profissões relacionadas com a sinagoga como: Hazan (cantor); Melamed (maestro); Dayan (juiz). Cohen (rabino). Levy, Levi (auxiliar do templo). Títulos honoríficos: Navon (sábio); Moreno (nosso mestre) e Gabay (oficial).

O sobrenome popular Peres, muitas vezes escrito Perez, com a terminação idiomática espanhola, não é, no entanto, sobrenome de origem espanhola, mas uma palavra hebraica que designa os capítulos nos quais a Torá (os cinco livros do Pentateuco), se divide para sua leitura semanal, de forma a completar em um ano a leitura da Torá.

Muitos sobrenomes espanhóis adquiriram pronuncia ashkenazi na Polônia, como exemplo, Castelanksi, Luski (que vem da cidade de Huesca, na Espanha). Ou tomaram como sobrenome Spanier (espanhol), Fremder (estranho) ou Auslander (estrangeiro). Na Itália a Inquisição se instalou depois que na Espanha, de modo que houve também judeus italianos que emigraram para a Polônia. Aparece o sobrenome Italiener e Welsch ou Bloch, porque a Itália é também chamada de Wloche em alemão.

Nomes de cidade ou país de residência: Exemplos: Berlin, Berliner, Frankfurter, Danziger, Oppenheimer, Deutsch ou Deutscher (alemão), Pollack (polonês), Breslau, Mannheim, Cracóvia, Warshaw, (Varsóvia). Nomes comprados: Exemplos: Gluck (sorte), Rosen (rosas), Rosenblatt (papel ou folha de rosas), Rosenberg (montanha de rosas), Rothman (homem vermelho), Koenig (rei), Koenigsberg (a montanha do rei), Spielman (homem que joga ou toca), Lieber (amante), Berg (montanha), Wasserman (morador da água), Kershenblatt (papel de igreja), Kramer (que tenta passar como não judeu).

Nomes designados (normalmente indesejáveis): Exemplos: Plotz (morrer), Klutz (desajeitado), Billig (barato). Sobrenomes oriundos da Bíblia: Uma boa quantidade de sobrenomes judeus deriva dos nomes bíblicos, ou de cidades européias da Ásia Menor. Isto muitas vezes fez os judeus levarem consigo as pegadas dos lugares em que se originaram. Tomemos como exemplo de "raiz de sobrenome" o nome de Abraham (Abrahão). Filho de Abraham se diz diferentemente em cada idioma. Abramson, Abraams, Abramchik em alemão, ou holandês. Abramov ou Abramoff em russo. Abramovici, Abramescu em rumeno. Abramski, Abramovski nas línguas eslavas. Abramino em espanhol, Abramelo em italiano. Abramian en armênio, Abrami, Ben Abram em hebraico. Bar Abram em aramaico e Abramzadek ou Abrampur em persa. Abramshvili em georgiano, Barhum ou Barhuni em árabe.

Os judeus de países árabes também usaram o prefixo ibn. Os cristãos também passaram a usar seus sobrenomes com agregados que significam "filho de". Os espanhóis usam o sufixo "ez", os suecos o sufixo "sen" e os escoceses põem "Mac" no início do sobrenome. Os sobrenomes judaicos não tomaram a terminação sueca nem o prefixo escocês.

Pode-se constatar essas variações olhando em catálogos telefônicos quantos sobrenomes há derivados de Abraham, Isaac e Jacob. Há também sobrenomes judeus que seguem o nome de mulheres, mas é menos comum. As vezes isto acontecia porque as mulheres eram viúvas, ou por alguma razão eram figuras dominantes na família. Goldin vem de Golda. Hanin de Hana. Perl, ou Perles de Rivka. Um fato curioso apresenta o sobrenome Ginich. A filha do Gaon de Vilna se chamava Gine, e se casou com um rabino vindo da Espanha. Seus filhos e netos ficaram conhecidos como os descendentes de Gine e tomaram o sobrenome Ginich.

Também há sobrenomes derivados de iniciais hebraicas, como Katz ou Kac, que em polonês se pronuncia Katz. São duas letras em hebraico, K e Z iniciais das palavras Kohen Zedek, que significa "sacerdote justo".

Sobrenomes adquiridos em viagens: Nos sobrenomes que derivam de cidades a origem é clara em Romano, Toledano, Minski, Kracoviac, Warshawiak (de Varsóvia). Outras vezes o sobrenome mostra o caminho que os judeus tomaram na diáspora. Por exemplo, encontramos na Polônia sobrenomes como Pedro, que é um nome ibérico. O que indica? Foram judeus que escaparam da Inquisição espanhola no século XV.

Em sua origem, possivelmente eram sefaradim, mas se mesclaram e adaptaram ao meio azkenazi. Muitas avós polonesas se chamam Sprintze. De onde vem esse nome? O que significa? Lembrem-se que em hebraico não se escrevem as vogais, assim que é um nome que se escreve em letras hebraicas Sprinz, que em polonês se lê Sprintze, mas como leríamos esse nome se colocássemos as vogais? Em español, seria Esperanza, e em português Esperança, que escrito em hebraico e lido em polonês resulta Sprintze.

Mudança de sobrenomes: Existem muitas histórias nas mudanças dos sobrenomes. Durante as conversões forçadas na Espanha e em Portugal, muitos judeus se converteram adotando novos sobrenomes, que as paróquias escolhiam para os "cristãos novos" como Salvador ou Santa Cruz. Outros receberam o sobrenome de seus padrinhos cristãos.

Mais tarde, ao fugir para a Holanda, América ou ao Império turco, voltaram à religião judaica, sem perder seu novo sobrenome. Assim apareceram sobrenomes como Diaz ou Dias, Errera ou Herrera, Rocas ou Rocha, Marias ou Maria, Fernandez ou Fernandes, Silva, Gallero ou Galheiro, Mendes, Lopez ou Lopes, Fonseca, Ramalho, Pereira e toda uma série de denominações de árvores frutíferas (Macieira, Laranjeira, Amoreira, Oliveira e Pinheiro). Ou ainda de animais como Carneiro, Bezerra, Lobo, Leão, Gato, Coelho, Pinto e Pombo.

Outra mudança de sobrenomes foi causada pelas guerras. As pessoas pederam, ou quiseram perder seus documentos, e se "conseguia" um passaporte com sobrenome que não denunciava sua origem, para cruzar a salvo uma fronteira, ou escapar do serviço militar.

Nos fins do século XIX o Czar da Rússia, exigia 25 anos de serviço militar obrigatório, especialmente dos judeus. Quantos imigrantes fugiram da Rússia e da Ucrânia com passaportes mudados para evitar uma vida dedicada ao exército do Czar? Outra questão é que somos filhos de imigrantes, e muitos sobrenomes se desfiguraram com a mudança de país e de idioma.

As vezes eram os funcionários da Alfândega ou da Imigração, outras o próprio imigrante que não sabia espanhol, ou escrevia mal. Por isso, muitos integrantes da mesma família têm sobrenomes similares em som, mas escritos com grafia diferente. Além disso, na Polônia a mulher tinha um sobrenome diferente do masculino, terminava em "ska", no lugar de "ski", pois indicava o gênero. Esses são só alguns dos milhares de sobrenomes judeus existentes.

E assim a história continua...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lusitana

Manuel sequestra um garoto e,
depois de muitas semanas de negociação,
resolve tomar uma medida drástica:

No dia seguinte chega uma carta sangrenta para a família.
Dentro havia uma orelha toda ensanguentada junto com um bilhete, que dizia:
- "Esta orelha é minha...
a próxima pode ser do seu filho!"

Os Enterros


Um homem estava fazendo um lanche lá pelas 11 da manhã em uma lanchonete e viu passar um funeral incomum rumando ao cemitério mais próximo...
Um ataúde negro era seguido por un segundo a 50 passos atrás do primeiro. Atrás do segundo ataúde caminhava um homem solitário com um cachorro na coleira. Atrás dele caminhavam uns 200 homens, em fila indiana!!!
O homem não conteve a curiosidade, e com muito respeito aproximou-se do homem que levava o cachorro e disse:

–– Senhor... sei que este é um mal momento para atrapalhar mas nunca vi um funeral como este... De quem é?"
O homem respondeu:

__ "Bem, no primeiro ataúde está minha esposa."
__ "O que aconteceu?"__ perguntou.
__ "Estava gritando e brigando comigo, então meu cachorro a atacou e matou."
__ "Que pena!! ... e quem está no segundo ataúde?
__ "Minha sogra. Ela estava ajudando minha esposa, o cachorro se voltou sobre ela e também a matou."

Um momento solene de silêncio transcorreu entre os dois homens.
__ "Que pena Senhor... não sei se esse é o momento mas... queria pedir emprestado seu cachorro..."
__"Então entra na fila!!!"...