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sábado, 9 de outubro de 2010

MANIFESTO AO PARTIDO VERDE

Senhores,

Na qualidade de cidadão brasileiro e eleitor do PV, venho me manifestar a respeito de um eventual apoio, quer do PV, quer da senadora Marina Silva aos Partidos dos dois candidatos à presidência da república, em seu segundo turno.

Em primeiro lugar, sobre o PT:

Entendo que, da maneira como saiu do Ministério do Meio Ambiente e do PT, não cabe sob hipótese nenhuma seu apoio aquele partido bem como a sua candidata. Seria um vultoso baque moral conceder tal apoio. Já estão amplamente sabidos dos artifícios, ardis, fraudes, logros, embustes praticados por pessoas ao longo dos últimos anos do atual mandato, tudo em nome de um plano cujo principal objetivo, mais do que governar, é o domínio do poder. E a reboque desse objetivo não poupam nada, esquecendo até da indisposição que a levou sair do PT. Todos agora se dizem seus fãs (falsos), admiradores (falsos), etc. etc. etc. (falsos e oportunistas). Eles não a merecem.

Em segundo lugar, sobre o conglomerado direitista PSDB/DEMO:

Egresso dos famigerados ARENA/PSD/UDN de Lacerda, Eduardo Gomes, golpistas em geral ligados ao capital. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a vitória da Marina. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

Senadora, não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que a Srª está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para a Srª tanto faz . Que os percalços e dificuldades tidas no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-los. A Srª não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação.

Para não me alongar mais, resumo minhas reflexões quanto ao futuro que vem por aí:

1º - Não se manifeste apoiando quaisquer dos dois candidatos neste 2º turno.

2º - Forme no Congresso, um grupo de parlamentares “do bem”, afinados com a idéia ambientalista para trabalhar na formulação, apresentação e aprovação de leis e medidas concernentes a proteção e conservação ambiental, aplicada em todas as áreas de atividade tanto urbana quanto industrial, agrícola e florestal, dando ampla divulgação pública daquelas propostas, e que a população saiba entender, acompanhar e reconhecer quem vota a favor e quem vota contra.

Cordialmente

Isaac Feingold

arquiteto pela UFRJ e pós-graduação em gestão ambiental pela UNIFOR

PS. alguns trechos extraídos de texto do Prof da UFES Maurício Abdalla


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ONG, ainda vou ter uma


Gelio Fregapani volta a atacar e pergunta:
Por que não tem ONGs no Nordeste seco?
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O Conversa Afiada recebeu uma colaboração de um leitor. O texto abaixo faz uma comparação entre o trabalho e a presença das Ongs estrangeiras na Amazônia e no Nordeste:
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Você consegue entender isso?
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Vítimas da seca
Quantos? 10 milhões
Sujeitos à fome? Sim
Passam sede? Sim
Subnutrição? Sim
ONGs estrangeiras ajudando: Nenhuma.
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Índios da Amazônia
Quantos? 230 mil
Sujeitos à fome? Não
Passam sede? Não
Subnutrição? Não
ONGs estrangeiras ajudando: 350
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Provável explicação:
A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.
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O nordeste não tem tanta riqueza, por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos.
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Tente entender:
Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres.
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Agora, uma pergunta:
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Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?
É uma reflexão interessante...

domingo, 2 de agosto de 2009

Agora é sério

O PETRÓLEO É NOSSO... (DE QUEM MESMO?)
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Para quem ainda tem dúvidas se houve aparelhamento na Petrobras e se há necessidade de uma CPI, veja matéria do Correio Braziliense, de Amaury Ribeiro Júnior, revelando que ex-sindicalistas, que antes faziam greves em favor dos petroleiros, estão hoje em cargos de gerência na empresa e recebem vencimentos mensais de R$ 40 mil em média.
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Equipe Agripino
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Durante mais de 20 anos, um grupo de sindicalistas da Petrobras, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), não hesitava em promover greves, fazer piquetes nas portas de refinarias ou até mesmo enfrentar a polícia durante as campanhas por melhores salários. Desde 2003, quando o PT assumiu o governo, o problema de salário não existe mais para esse núcleo de ex-petroleiros.
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Documentos obtidos pelo Correio/Estado de Minas comprovam que um grupo de pelo menos 20 ex-sindicalistas passou a receber da Petrobras e de empresas subsidiárias um salário médio de R$ 40 mil — incluindo participação nos lucros da empresa.
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Esse valor corresponde a 45 pisos mínimos salariais da categoria, que está hoje em torno de R$ 1 mil. Os vencimentos dos novos dirigentes da estatal, que variam de R$ 30 a R$ 60 mil, também estão bem acima do piso de R$ 3 mil dos funcionários da empresa com nível superior.
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Remanescentes da Federação Única dos Petroleiros, a FUP, uma organização trabalhista ligada à CUT, os ex-petroleiros foram acolhidos principalmente nos departamentos de Comunicação Institucional, de Recursos Humanos e de Gás da estatal. Os bons rendimentos da empresa levaram os ex-sindicalistas a trocar os megafones por ternos bem cortados, propriedades rurais no interior de São Paulo e apartamentos na Zona Sul do Rio.
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Nomeado no início do governo Lula para o cargo de gerente comunicação estratégica da Petrobras, o ex-dirigente do sindicato dos Petroleiros de Campinas Wilson Santarosa, que entrou na empresa como operador de refinaria, conseguiu fazer uma mudança ainda mais radical.
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Além de se transferir para um apartamento no Leblon, bairro nobre na Zona Sul do Rio, Santarosa conseguiu trocar o número do seu CPF — documento que indica, por exemplo, se o portador tem uma dívida praça. O número 907.370.248.87, usado por Santarosa nos tempos em que ele morava em casa na periferia de Americana, no interior de São Paulo, foi cancelado pela Receita Federal.
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De posse de uma nova identidade fiscal, Santarosa recebe hoje em torno de R$ 704 mil por ano de rendimentos da Petrobras e da Petros, o fundo de pensão da empresa estatal, onde exerce o cargo de conselheiro.
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A papelada mostra que, em 2007, Santarosa recebeu da Petrobras a bolada de R$ 557.519,38 entre salários e outros bônus. O montante, que não inclui o valor do 13º salário, indica que só da estatal Santarosa recebeu em torno de R$ 45 mil por mês. O ex-sindicalista ganhou ainda cerca de R$ 84 mil da Petros em 2007, elevando os ganhos para R$ 641.516,48, o que deu rendimento mensal de R$ 53.400.
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Com o aumento de 9,8%, concedido ano passado a toda a categoria, os rendimentos de Santarosa chegaram a R$ 704 mil por ano. Isso significa que em 2008, o ex-sindicalista recebeu renda mensal em torno RS$ 60 mil.
A fim de garantir o futuro da família, ainda conseguiu empossar sua mulher, Geide Miguel Santarosa, como ouvidora na BR Distribuidora. Ex-assessora do marido na Sindipetro de Campinas, Geide recebe cerca de R$ 10 mil por mês.
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--Postado por Blog da Resistência Democrática no
Resistência Democrática em 7/30/2009 12:46:00 PM

sábado, 18 de abril de 2009

Monitor de escândalos no Congresso 2009

Fernando Rodrigues - Colunista do UOL, em Brasília

Conheça quais são os principais casos de desvio de conduta dentro da Câmara e do Senado neste ano de 2009. Depois de acessar o site abaixo, clique no nome do escândalo para ver o resumo correspondente.


http://noticias.uol.com.br/politica/escandalos-congresso-nacional-2009.jhtm

Golpismo com a ajuda da lei

É realmente estarrecedor e preocupante, quando a LEI se coloca à serviço do sistema de poder reinante e dos "coronéis" de plantão que sempre andaram impunes por este País ! . . .

Agora, temos esse absurdo exemplo da "Lei que só é aplicada em um dos lados", na senzala do Maranhão, onde reina absoluto o coronelíssimo de Sir Ney, aquele mesmo que tem transformado o Congresso Nacional, na mais completa esbória brasileira !

Brasil, um País de TOLOS ! ! !

Márcio Dayrell Batitucci
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Golpismo com a ajuda da lei

Luis Nassif online
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/
Coluna Econômica - 17/03/2009

O ex-presidente José Sarney mudou seu domicílio eleitoral e se candidatou senador pelo Amapá. Tempos depois, o governador João Alberto Capiberibe foi cassado por abuso de poder nas eleições. A acusação: teria comprado dois eleitores por R$ 26,00.

Agora é a vez do governador de Maranhão, Jackson Lago, ser vítima de um enredo semelhante. Lago foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por 4 votos a 3. Três dos votos eram de Ministros do Supremo Tribunal Federal - o relator Eros Grau, o presidente Carlos Ayres Britto e o Ministro Ricardo Lewandovski. O quarto, de um Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Contra, votaram outro Ministro do STJ e os dois representantes da OAB.

A acusação é de abuso de poder. São três fatos incriminadores:

O primeiro, um evento no aniversário de 110 anos do município de Codó em 16 de abril de 2006. Foram convidados o governador José Reinaldo. Também foi convidado Jackson Lago. No encontro, o governador, no palanque, assinou simbolicamente um convênio com o município. Recentemente, o presidente Lula fez o mesmo na frente de 400 prefeitos. O governador José Serra repetiu o gesto, em evento recente. Em nenhum dos casos foi considerado abuso de poder, justamente porque convênios precisam de publicidade para que a população possa fiscalizá-los.
O que mais impressiona nesse processo é que, na ocasião, Jackson Lago não tinha nenhum cargo, sequer fora indicado candidato a governador - porque a convenção só ocorreu no mês de julho.

O segundo episódio foi uma reunião fechada com 40 a 50 pessoas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pinheiros.

O terceiro foi uma “autodenúncia espontânea” de quatro eleitores de Imperatriz, dizendo que venderam seus votos. Posteriormente, um deles procurou a Polícia Federal para denunciar que tinham sido pressionados a efetuar tal denúncia. Eros Grau não tomou conhecimento, alegando que as provas foram apresentadas fora do prazo.

***
Em 2002, o candidato de Sarney, José Reinaldo, teve 48% dos votos válidos. A oposição teve 52% (somados o PDT, mais 5% do PT e 5% do PSB). Na época, o TSE anulou os votos do PSB, alegando atraso na entrega de documentos. Com isso, não houve segundo turno.

Agora, os Sarney tentaram de todo modo conquistar dois municípios promissores cassando os prefeitos: Santo Amaro, onde foi descoberto gás; e Barreirinhas, onde há um campo de petróleo promissor. Não conseguiram em Santo Amaro, mas em Barreirinha o prefeito está afastado.

Antes, a corregedora Nelma afastou o juiz da comarca e enviou um substituto - que cassou o prefeito. Nelma é Sarney, cunhada do senador; o prefeito que assumiu é um primo de Sarney.
Além do relator Eros Grau ter negado a análise das provas do inquérito, o TSE ainda indicou para substituir Lago a candidata derrotada, a própria Roseana.

No mesmo TSE, corre uma denúncia de abuso de poder contra Roseana. Seu inquérito tem 300 páginas; o de Jackson, 15 mil. Só o de Jackson foi julgado.

Os ministros não tiveram tempo de ler as 300 páginas do inquérito de Roseana.
O homem por trás dessa coleta de “provas” para cassar inimigos é Chiquinho Scórcio, operador de Sarney e de Renan Calheiros.

MSG original de:
Manoel Pinto Santos [manoelpintofilho@ig.com.br]
repassada por J. Geraldo Costa
oikos.jgc@uol.com.br

LAMENTÁVEL INDIFERENÇA


por *Ricardo Maranhão


Leio, em um mesmo dia, as manchetes do mais importante jornal carioca:

“JUIZA INVESTIGADA PELA POLÍCIA FEDERAL, POR CORRUPÇÃO, É PROMOVIDA EM DECISÃO DO TRF, APROVADA POR UNANIMIDADE: 19 VOTOS A ZERO”.

“HOMENAGENS APÓS A QUEDA. DIRETOR DO SENADO, DEMITIDO, AINDA GANHA HOMENAGEM”.

“EX-PRESIDENTE GANHA COMISSÃO E PETISTA PROTESTA”.

Leio e faço reflexões. No regime democrático a juíza promovida, embora investigada pela Polícia Federal, tem a presunção da inocência. A Constituição Federal lhe garante ampla defesa, o contraditório. Não obstante, presunção não é certeza. Certamente teria sido mais correto, mais ético, mais digno, que o Tribunal Regional Federal de Brasília aguardasse a conclusão das investigações, para, inocentada a juíza, promovê-la.

A homenagem dos mais de 250 servidores do Senado Federal ao diretor da Casa, afastado por denúncia sobre a propriedade de um imóvel, avaliado em cinco milhões de reais, não declarado ao fisco, antes de ser um desagravo é um ato precipitado, com conotação de corporativismo ou de retribuição às atenções e favores, recebidos do demitido, durante sua longa gestão.

A conquista da Comissão de Infra-estrutura, responsável pelos investimentos de bilhões de reais do PAC, pelo ex-presidente, que teve cassado os direitos políticos, por atos de improbidade administrativa, também tem um triste significado. Ela evidencia a força e o poder de articulação de grupos que dominaram o Senado Federal, comandados pelo atual e pelo ex-presidente da Casa, este último também afastado, após denúncias de que recebia favores de empreiteiros.

O que têm em comum os fatos descritos nas manchetes?

Para mim refletem o clima de indiferença e cinismo que está tomando conta de nosso país.

Os atos de improbidade, as falcatruas e negociatas promovidas pelas elites, política e empresarial, se amiúdam, estão se tornando tão freqüentes, tão corriqueiros, que passam a compor o cotidiano nacional. Os cidadãos tomam conhecimento dos mesmos e da impunidade reinante. O tempo passa e os homens e mulheres de bem do Brasil parecem dominados pelo conformismo, pelo ceticismo, pela descrença nas instituições. Estamos ficando indiferentes diante de tantos descalabros. Se a capacidade de indignar-se ainda existe, a indignação não se manifesta mais. Silenciosa, dá aos delinqüentes a impressão de anuência ou mesmo de cumplicidade.

Apesar de tudo continuo sonhando com um Brasil combativo, intolerante com a falta de ética, atento na preservação de valores que são caros para a maioria esmagadora de nosso povo. Queremos ética, dignidade, espírito público e patriotismo. Na vida pública e na atividade empresarial. Tudo isto se conquista com o efetivo exercício da cidadania.


*Ricardo Maranhão, engenheiro, ex-deputado federal, é Conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, meu ex-colega de empresa e gurú.