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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Dilma ou Serra?

17/12/2009
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Dilma ou Serra? "A Escolha de Sofia"
do Blog de Rodrigo Constantino

“Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam.”
(Edmund Burke)
Chamo a atenção ao comentário de E. Chediek, ao final deste texto, com o qual concordo e endosso integralmente

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Aécio Neves pulou fora da corrida presidencial de 2010.

Agora é praticamente oficial:

José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições.

Em quem votar?

Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever,

mas me sinto na obrigação de fazê-lo.

Afinal, o futuro da liberdade está em jogo, sob grande ameaça.

Nenhuma das opções é atraente.

Nenhum dos candidatos representa uma escolha decente para aqueles que defendem as liberdades individuais.

Será que há necessidade de optar?

Ou será que o voto nulo representa a única alternativa? Tais questões me levaram à lembrança do excelente livro O Sonho de Cipião, de Iain Pears, uma leitura densa que desperta boas reflexões sobre o neoplatonismo.

Quando a civilização está em xeque, até onde as pessoas de bem podem ir, na tentativa de salvá-la da barbárie completa?

Nas palavras do autor:

“Usamos os bárbaros para controlar a barbárie?

Podemos explorá-los de modo que preservem os valores civilizados ao invés de destruí-los?

Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?”Permanecer na “torre de marfim”, preservando uma visão ideal de mundo, sem sujar as mãos com um voto infame, sem dúvida traz conforto.

Manter a paz da consciência tem seus grandes benefícios individuais.

Além disso, o voto nulo tem seu papel pragmático também: ele representa a única arma de protesto político contra todos que estão aí, contra o sistema podre atual.

Somente no dia em que houver mais votos nulos do que votos em candidatos o recado das urnas será ouvido como um brado retumbante, alertando que é chegada a hora de mudanças estruturais.

Os eleitos sempre abusam do respaldo das urnas, dos milhões de eleitores que deram seu aval ao programa de governo do vencedor, ainda que muitas vezes tal voto seja fruto do desespero, da escolha no “menos pior”. Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável.

Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder?

Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário?

São questões filosóficas complexas.

Confesso ficar angustiado quando penso nisso.Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem.

Ambos desejam mais governo.

Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal.

Mas existem algumas diferenças importantes também.

O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta.

O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso.

O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista.

O PSDB não chega a tanto.Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo!

O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo.

Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo.

A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme.

O estrago será duradouro.

Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste. Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma.

Sim, Serra tem forte viés autoritário, apresenta indícios fascistas em sua gestão no governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria, estou de acordo com isso tudo.

Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato.

Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje.

Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho.

Seu grupo Colina planejou diversos assaltos.

Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?!

Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”? Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia: a derrota está anunciada antes mesmo da decisão.

Mesmo o resultado “desejado” será uma vitória de Pirro.

Algo como escolher entre um soco na cara ou no estômago.

Mas situações extremas demandam medidas extremas, e infelizmente colocam certos valores puristas em xeque.

Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal.

Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca. Dito isso, assumo que votarei em Serra, mas não sem antes tomar um Engov.

Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa.

Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma.

Meu voto não é a favor de Serra.

E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula.

Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília.

Ainda que depois ela seja substituída por outra parecida em muitos aspectos.

Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo. Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto.

Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização – o que não é muito.
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http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/12/serra-ou-dilma-escolha-de-sofia.html
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Comentário do Chediek o qual endosso integralmente

"Existirá pelo menos mais um candidato além dos dois citados no artigo.
Em princípio este terceiro candidato deverá ser a Senadora Marina, que pelo que pudemos observar de suas posições e forma de agir, representa os valores que todas as pessoas de bem querem ver implantadas na política.
Portanto, não chega a ser "a escolha de Sofia" como diz o articulista.
Mais ainda, quero crer que devemos cerrar fileira no nome da Senadora Marina como o único pré candidato com condições morais e éticas para assumir a chefia do poder executivo.

O resto é o resto."

Edison Chediek






segunda-feira, 5 de outubro de 2009

É SÉRIO!!!


Pressão da Globo tira TV Diário (CE) da parabólica
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Mariana Martins - Observatório do Direito à Comunicação
20.03.2009
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Desde o último dia 25 de fevereiro, o canal cearense TV Diário, auto-intitulado “A TV do Nordeste”, teve seu sinal via parabólica tirado do ar.
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A retirada foi resultado de pressões da Rede Globo junto ao sitema Verdes Mares, do qual a emissora faz parte. Com isso, a oferta da TV Diário, que até então chegava a uma parcela significativa do território brasileiro, ficou restrita apenas ao estado do Ceará.
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A Rede Globo, em nota, justificou a investida argumentando que ela teve como objetivo harmonizar os sinais de emissoras afiliadas, restringindo-os aos seus territórios de origem.“A TV Globo, como cabeça de rede da Rede Globo, formada por 121 emissoras, procura harmonizar os sinais de VHF e UHF de forma a que estes fiquem circunscritos a seus territórios de cobertura. Desta forma, em busca de uma harmonia entre todos e pelo respeito recíproco aos interesses, a atuação da TV Diário estará restrita a seu território de cobertura, não sendo mais captada em território de outros afiliados. Seu sinal permanecerá no satélite, cobrindo o estado do Ceará, porém codificado”, diz o comunicado da Rede.
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A nota, contudo, não esclarece qual a prerrogativa da cabeça para comandar a harmonização de sinais de emissoras que não estão no seu quadro de afiliadas, como é o caso da TV Diário. Para Bruno Marinoni, mestre em comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco e pesquisador sobre as estratégias do Sistema Verdes Mares no mercado cearense, as Organizações Globo tentam confundir o público insinuando que a TV Diário seria parte de sua rede, quando na verdade apenas a TV Verdes Mares faz parte dela. “Assim, elas misturam suas medidas de ‘padronização’ das afiliadas com a pressão que vêm fazendo para minar as possibilidades de expansão de um concorrente no mercado nacional”, diz o pesquisador.
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O que se revela nesse processo, completa, “é a luta selvagem e desigual entre duas empresas em que a mais fraca baixa a cabeça e segue em frente numa ‘cooperação constrangida’”.
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Disputa concorrencial
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O vertiginoso crescimento da aceitação da TV Diário a partir de sua entrada no sinal via antena parabólica deixou em alerta a Rede Globo, histórica aliada do Sistema Verdes Mares de Comunicação, grupo responsável pelas gestão da TV Diário. De acordo com o Blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, teria havido uma ameaça de quebra de contrato por parte da Rede Globo com a TV Verdes Mares, caso o grupo responsável pelo seu controle, Edson Queiroz, continuasse a tentar expandir o alcance da TV Diário para além do Ceará.
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Bruno Marinoni pondera, no entanto, que a polarização entre a Rede Globo e a TV Diário não deve ser vista como um embate entre lógicas nacionais e regionais, mas como uma disputa empresarial motivada pela lógica da mercadoria que elas imprimem à comunicação. “Nesse caso a liberdade de empresa precede em relação ao direito à comunicação, pois são duas empresas com poderes diferentes e todas duas tomaram a decisão política de garantir a manutenção do seu faturamento em detrimento da manutenção da abertura para a diversidade”, comenta.
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Apesar de uma programação totalmente produzida localmente, a TV Diário não está imune às críticas acerca de seus conteúdos. A emissora foge da simples retransmissão de programas nacionais, mas essa opção está longe de representar uma ruptura com o modelo de programação e linguagem das redes nacionais. Além de atrações policialescas e sensacionalistas que viraram moda nas principais emissoras do nordeste, a emissora representa de maneira distorcida até o público que advoga privilegiar, o nordestino.
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“A bandeira do regionalismo que é levantada pela TV Diário só é válida até o momento que isso não ameace o seu faturamento, serve apenas como mote para explorar um nicho de mercado”, denuncia Marinoni.
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Parabólica ilegal
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Para Gustavo Gindre, Coordenador do Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (INDECS) e membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, mais do que a tomada de lado entre uma ou outra emissora, o caso em questão enseja uma discussão anterior sobre a legalidade das transmissões via antena parabólica. Segundo Gindre, não existe uma outorga para este tipo de transmissão. Estas antenas, acrescenta, deveriam servir apenas às retransmissoras regionais para que as mesmas pudessem captar os sinais enviados por satélite pelas geradoras nacionais. Contudo, por uma deficiência do sistema de radiodifusão que não consegue chegar em todo território nacional, começou-se a explorar a captação via antena parabólica.
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“Todo mundo que usa a banda C da parabólica, essa que chega na casa das pessoas, está praticando um ‘roubo’ de sinal. Mas como o número de pessoas que precisam deste tipo de antena para receberem o sinal em casa é muito expressivo, esta prática acabou por ser legitimada. Agora, a própria Rede Globo produz programação específica para esse tipo de sinal, como no caso do jornal Brasil TV”, analisa.
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A inexistência de leis atuais para a regulamentação do setor, lembra ainda o pesquisador, facilita que as emissoras atuem e que estas práticas acabem se tornando fato consumado, como é o caso das transmissões via parabólica, que agora já são até objeto de disputa no mercado.
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“A TV do Nordeste"
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A TV Diário iniciou suas transmissões em julho de 1998, com a proposta de, segundo a sua página eletrônica, “mostrar o Nordeste com uma linguagem coloquial e um pouco distante dos ditames formais e pré-estabelecidas de outras emissoras; uma linguagem inovadora e diferente e que traduzisse a cultura e as necessidades do povo nordestino”.
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A programação da emissora, com produção exclusivamente cearense e com apelo nordestino, acabou por preencher a lacuna da ausência de conteúdos regionais criada pelo modelo de redes nacionais, calcado nas produções realizadas pelo eixo Rio-São Paulo. Segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Direito à Comunicação [veja aqui ], são veiculados pelas emissoras brasileiras uma média de apenas 10,83% de programas regionais nas grades de programação.
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O Sistema Verdes Mares, controlador da TV Diário é o maior conglomerado de comunicação do estado. Faz parte de seus empreendimentos de comunicação: um jornal impresso, o Diário do Nordeste; duas emissoras de televisão, uma em VHF e outra em UHF, a TV Verdes Mares e a TV Diário, respectivamente; três rádios, sendo duas FMs (uma no Recife e outra em Fortaleza) e uma AM, e um portal na internet.
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A relação deste conglomerado de mídia regional com as organizações Globo se deu desde quando a primeira emissora de televisão do grupo, a TV Verdes Mares, tornou-se afiliada da TV Globo. Ao contrário da TV Diário, a TV Verdes Mares tem pouca produção local e transmite durante maior parte da sua programação a grade nacional da Vênus Platinada.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Profissão de "futuro" - evolução dos tempos...

Idéias e Debates para a Cidadania - Edição 002/09

Nos antigos tempos, o maior orgulho de uma família brasileira, era conseguir encaminhar um filho para ser "doutor", "engenheiro", "professor" ou "professora do Normal", "adevogado", "funcionário do Banco do Brasil", "servidor federal ou estadual" etc.

Lembro-me de como era tratado meu pai, gerente do Banco do Brasil de Curvelo-MG, a quem todos - prefeito, padre, juiz, comerciante - consultavam sobre qualquer assunto de relevância para a cidade. Nossa casa parecia uma romaria de políticos.

Eu também, mesmo com dois cursos superiores na época - filosofia e pedagogia - tentei por duas vezes o concurso do Banco do Brasil - sendo bombado em ambas! - conseguindo finalmente passar no concurso para Escriturário da Petrobrás, onde fiz carreira! Com muito orgulho para meu pai e toda minha família!...

Os tempos agora são outros, nessa era fabulosa de LULLA e do PT apóstata!

Como em um passe de mágica, aquelas antigas profissões que enchiam de orgulho toda família brasileira, cairam em descrédito e foram substituídas pela mais valorizada, promissora e rentável das profissões brasileiras do sec.XXI: ser SINDICALISTA!

A privilegiada república sindicalista que, pelas mãos de Lulla e do PT apóstata, tomaram de assalto os altos cargos das Estatais e do Estado, representa hoje o sonho lotérico de todo jovem brasileiro.

Com raras e honrosas excessões, esses novos "senhores de engenho" nunca trabalharam efetivamente, sempre estiverem "dispensados" e "à disposição" para exercer suas tarefas de proselitismo sindical, são despreparados, não têm qualquer experiência técnica ou vivência de gestão que os credencie a assumir os postos em que foram entronizados e, provavelmente, em um País sério, não conseguiriam sequer tocar com êxito um boteco de esquina.

Mas aqui, são os reponsáveis por orçamentos fabulosos e pela condução dos destinos de tarefas essenciais para o País !

Esse é um dos tristes legados da "era Lulla" (Veja Edição 001/09).

colaboração Márcio Dayrell Batitucci

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Todos os textos aqui exibidos são de exclusiva responsabilidade de seus autores (colaboradores)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Balanço de seis anos

Idéias e Debates para a Cidadania - Edição 001 / 09

Começamos o ano de 2009 com um "Balanço”: afinal, qual o legado do presidente Lulla, nesses seis anos em que está à frente da Nação Brasileira?

Como um governo de "leal continuidade” à era FHC, foi capaz de aprofundar e potencializar os mesmos defeitos e não soube utilizar a avassaladora confiança do povo brasileiro, para transformar nossas potencialidades, em virtudes!

Lamentável!

* A Ética, a Honestidade, os Valores básicos desejáveis, foram institucionalmente deixados de lado, com o grande equívoco de confundir as Instuições públicas com o partido oficial, o PT apóstata!

* Aprofundou-se a distorção de deixar o Estado ser tomado de assalto pelos "políticos de troca de favores" e pela multidão de sindicalistas entronizados sem qualquer vivência, para exercer cargos de gestão.

* Implantou-se o perigoso "salvacionismo messiânico”, acima de regras, de leis, de preparação intelectual, de compostura política e de respeito aos demais poderes instituídos em qualquer democracia.

* Institucionalizou-se o assistencialismo que "não ensina a pescar, mas que dá o peixe pronto", favorecendo a preguiça, a indolência e a negação de um futuro viável para os menos favorecidos, em troca da dependência, da aprovação e da entronização do mito salvacionista pessoal.

* "Nunca antes neste País" se chegou a tamanha degradação de nossas riquezas naturais e estratégicas, se fez tanto o jogo do sistema financeiro, das multinacionais, das ONG´s e daqueles que querem dividir nosso País em algumas tantas "nações independentes".

* E a pior de todas as maldades: não somos mais uma nação de brasileiros! Somos uma nação de brancos e negros!


Esse é o legado do governo Lulla e de seu PT apóstata!


colaboração Márcio Dayrell Batitucci

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E assim vai este Brasil ...!!!

E assim vai este Brasil ...!!!

EDITORIAL DA FOLHA.

O governo Lula fez o que já se esperava. Atendeu aos interesses de uma das empresas que mais doaram recursos para a campanha presidencial de 2006, a Andrade Gutierrez, e criou um virtual oligopólio nos serviços de telefonia em todos os Estados do país, com exceção de São Paulo.Não foi fácil. Muita "vontade política", para falar como o presidente, se fez necessária para impor aos consumidores brasileiros a compra da operadora Brasil Telecom pela Oi, que tem a Andrade Gutierrez como uma de suas principais controladoras.
Havia a lei. Foi alterada. Era preciso dinheiro público. Foi concedido. Surgiram focos de resistência entre os membros da agência que regula o setor, a Anatel. Nomeou-se uma personalidade sem experiência na área para aprovar a fusão. O Tribunal de Contas da União estranhou o negócio. Opiniões foram mudadas em questão de 24 horas.Os interessados tinham pressa. Se a compra não fosse aprovada até hoje (dia do Editorial), a Oi teria de pagar uma multa contratual de R$ 490 milhões à Brasil Telecom. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, resolveu então levar ao pé da letra as suas atribuições. Comunicou-se. E foi assim que, depois de uma conversa com o ministro do TCU que resistia à operação, dificuldades de última hora foram superadas.
A Oi se livrou assim do incômodo de pagar R$ 490 milhões e pode celebrar o que, mesmo a olho nu, parece ter constituído um excelente negócio. Já o contribuinte brasileiro não recebe maiores satisfações pelo fato de que muito mais dinheiro foi injetado pelo BNDES e pelo Banco do Brasil para possibilitar a transação. Do BNDES vieram R$ 2,6 bilhões. Do Banco doBrasil, R$ 4,3 bilhões. Fundos de pensão de estatais também foram convocados a participar da transação, cujo valor total se estima em R$ 12,5 bilhões.
Isso tudo ocorre num momento de aguda necessidade de crédito nos mais variados setores produtivos. O novo conglomerado não criará novos empregos, pelo que consta. Ao contrário, nessa área, tudo se resume a seu compromisso denão realizar demissões até abril de 2011.Qual a justificativa do governo Lula para se envolver escancaradamente no negócio? Argumentou-se que, num mercado onde predominam empresas estrangeiras, seria estratégica a presença de uma grande operadora nacional de telecomunicações.
Todavia, uma surpresa estava reservada para esse último capítulo. Descobre-se agora que não existem mais impedimentos a que a nova empresa seja vendida a grupos estrangeiros. Fecha-se, assim, o ciclo de uma espetacular sucessão de casuísmos, acomodações de interesses e jogadas clandestinas na qual, diga-se de passagem, também a oposição parlamentar participou, quando chamada a intervir.
O negócio está feito. Apesar da complexidade dos detalhes, não é difícil resumi-lo ao essencial. É um caso de compra e venda. Nada mais que isso.

Quem preside, Lula ou Meirelles?

Quem preside, Lula ou Meirelles?

Clóvis Rossi SÃO PAULO -
De Luiz Inácio Lula da Silva, em mais uma das cerimônias-comício em que é especializado, no dia 2, em Recife: "Todo mundo sabe que temos uma taxa de juros acima daquilo que o bom senso indica que deveríamos ter". Cabe explicar ao leitor distraído que Luiz Inácio Lula da Silva vem a ser o presidente da República, eleito em 2002 e reeleito em 2006. Nessa condição, cabe a ele indicar todos os ministros e também o presidente do Banco Central, a instituição que estabelece a taxa de juros que está "acima daquilo que o bom senso indica".
Em um país normal, quem faz o que o chefe acha "insensatez" é demitido liminarmente, sem direito a indenização. Aliás, esta Folha publica mensalmente, faz um bocado de tempo, um texto que, com pequenas variações, afirma que "Lula pressiona Banco Central por queda na taxa de juros" (foi o título mais recente da série, dia 4). Periodicamente, o BC dá uma solene banana às "pressões" de Lula - e não acontece nada.
Nem Lula renuncia por ser desautorizado por um subordinado, nem demite o presidente do banco. Ainda por cima, vem a corrente majoritária do PT, supostamente o partido do governo, e ataca frontalmente o BC como "último bastião da ortodoxia", como se o presidente do BC tivesse dado um golpe e se sentado na marra na cadeira, em vez de ter sido nomeado por Lula (aliás presidente de honra do PT) e por ele mantido no cargo por seis anos, mesmo sendo supostamente tão desobediente e "insensato".
Seria tudo muito ridículo não fosse o seguinte fato da vida: Lula terceirizou a política econômica para Meirelles, que faz o que bem entende com os juros. Foi a maneira que encontrou de acalmar as piranhas do mercado financeiro, as únicas que podem desestabilizar um governo que não lhes dê o sangue que pedem insaciavelmente.


Transcrito de MMazolli